top of page
Buscar

Reforma tributária: como saber se sua empresa está preparada?

Foto do escritor: Talst Contabilidade
Talst Contabilidade
há 11 minutos
3 min de leitura

A preparação para a reforma tributária não se resume a acompanhar notícias ou instalar uma atualização no sistema fiscal. Uma empresa preparada consegue explicar como a mudança atravessa sua operação, quem toma cada decisão e quais evidências demonstram que o processo funciona. O caminho é combinar diagnóstico de maturidade, execução coordenada e revisão contínua.


A Lei Complementar nº 214/2025 institui o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). Na transição, a CBS substitui PIS e Cofins, enquanto o IBS substitui gradualmente ICMS e ISS. Para 2026, a Receita Federal orienta obrigações de emissão e destaque conforme o documento fiscal, o leiaute e o enquadramento aplicável. Assim, não existe uma resposta única para todas as empresas.


Comece pelo caminho da informação

Mapeie o percurso completo de cada informação: cadastro do produto ou serviço, negociação comercial, compra, faturamento, recebimento, escrituração e conciliação contábil. O objetivo é saber onde a decisão nasce, em qual sistema é registrada e como chega ao documento fiscal e aos relatórios gerenciais.


Um diagnóstico de maturidade deve localizar lacunas em quatro dimensões. A primeira é a qualidade dos dados. A segunda é a capacidade dos processos de suportar as novas exigências. A terceira é a integração entre áreas e sistemas. A quarta é a governança para decidir, testar, corrigir e aprovar mudanças. Classificar a empresa apenas como “pronta” ou “não pronta” pode ocultar riscos relevantes.


Converta o cronograma em trabalho executável

O cronograma publicado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS distribui marcos de documentos fiscais ao longo da transição. Na referência de 15 de setembro de 2026, documentos como NF-e, NFC-e, CT-e e outros já tinham marcos iniciais; a NFS-e de serviços em geral e a NFCom estavam previstas para outubro; outros documentos tinham datas posteriores, e os documentos de contribuintes do Simples Nacional apareciam com início em janeiro de 2027.


Essas datas ajudam a priorizar, mas não substituem a conferência do ato técnico, do leiaute e do documento efetivamente usado pela empresa. O próprio cronograma admite ajustes pontuais por necessidades técnicas ou operacionais. Um plano consistente identifica documentos emitidos e recebidos, adequa sistemas, executa testes e acompanha a operação depois da entrada em produção.


Também é importante distinguir a flexibilização de validações anunciada em agosto de 2026. A medida adiou rejeições automáticas relacionadas a determinados campos, mas não suspendeu a obrigação de prestar informações de IBS e CBS nem alterou o cronograma. A autorização de uma nota, portanto, não é prova suficiente de conformidade.


Verifique se o ERP representa a operação real

O ERP é o sistema integrado de gestão da empresa. Pergunte ao fornecedor quais versões, módulos e atualizações atendem aos leiautes vigentes. Confirme a existência de um ambiente para testes, histórico de alterações e suporte para filiais, municípios e integrações que façam parte da operação. A análise não deve ficar restrita ao módulo fiscal.


O dado precisa circular entre comercial, compras, estoque, faturamento, financeiro e contabilidade sem depender de redigitação improvisada. Teste cancelamentos, devoluções, contingências, integrações com plataformas e transmissão dos documentos. O resultado esperado é rastreabilidade: relacionar o cadastro, o documento emitido ou recebido e o lançamento contábil correspondente.


Trate cadastros como infraestrutura tributária

Cadastros incompletos ou sem padrão comprometem qualquer parametrização. Revise produtos, serviços, classificações fiscais aplicáveis, unidades, locais de operação, clientes, fornecedores e condições comerciais. Procure duplicidades, descrições genéricas, registros inativos e campos preenchidos de formas diferentes por cada área.


A revisão precisa de critérios de aprovação e histórico de alterações. Não basta corrigir a base uma vez. É necessário definir quem inclui, altera e valida informações, além de estabelecer uma rotina para novos itens e parceiros. Amostras representativas da operação ajudam a medir a qualidade do cadastro antes e depois dos testes.


Dê nome às responsabilidades e guarde evidências

A preparação precisa de patrocínio da direção e de um responsável pelo plano. Fiscal ou contabilidade pode coordenar a interpretação técnica, mas tecnologia, financeiro, compras, comercial, operações e fornecedores de software também têm entregas próprias. Reuniões sem responsáveis e prazos produzem acompanhamento, não execução.


Guarde inventário de documentos e sistemas, mapa de lacunas, decisões registradas, versões instaladas, regras de cadastro aprovadas, roteiros e resultados de testes, conciliações, controles de exceção, treinamentos e plano de contingência. Registre também a fonte usada em cada decisão, porque leiautes e orientações podem evoluir.


Esse conjunto permite à liderança responder, com fatos, o que já foi validado, o que depende de definição externa e qual risco merece prioridade. Se a empresa precisa organizar esse diagnóstico e transformar lacunas em um plano priorizado, a Talst pode apoiar a integração entre contabilidade consultiva, processos e ERP.

 
 
 

Comentários


Logotipo
Ícone explicativo
Ícone explicativo
Ícone explicativo

R. Vigário João José Rodrigues, 905, Cj. 83, Jundiaí/SP

contato@talst.com.br

(11) 3181-3653

Certificações:

Great Place to Work
Certificado ISO

Siga-nos nas redes

Postamos diariamente conteúdos que podem auxiliá-lo na gestão da sua empresa.

  • LinkedIn

© Todos os direitos reservados Talst Contabilidade e Controladoria Ltda.

bottom of page